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Mostrando postagens de maio, 2014

Uma crônica sem crônica alguma

28 “Já vivi tanta coisa... Tenho tantas pra viver”. Aprendi muito, mas eu esqueci muito mais.   Tive e tenho professores maravilhosos. Nesses 27 anos descobri muita coisa a meu respeito. E também não descobri nada. Conheci muita gente interessante. Fiz amigos, verdadeiros amigos por onde passei.   “I get high with a little help from my friends”. Li livros incríveis, verdadeiras obras da literatura. Escutei músicas de todos os tipos. Viajei bastante, mas não tanto quanto gostaria. A mochila me levou para lugares surreais, mas minha imaginação foi me abandonando conforme fui deixando de ser criança. “É que eu nasci com o pé na estrada, com a cabeça lá na lua”. Vi coisas maravilhosas na natureza, mas vi tristeza e destruição. Culpa do homem. Olhei inúmeras noites belíssimas, com estrelas iluminando o céu. Mas passei por algumas noites de lágrimas e solidão.   “Eu vejo estrelas saindo no céu. É o claro e o vazio do céu”. Apaixonei-me... E com sinc...

Simplicidade

Olhar para o céu de noite. Gosto de olhar para lua. Sou capaz de ficar sentado por horas só admirando a beleza do luar. Viajar de avião, sempre no final da tarde, para aproveitar o pôr do sol. Traz uma sensação de alívio. A beleza da vida está nela mesma. Não é preciso ter luxos para ser feliz. É possível alegrar o coração escutando o canto dos pássaros. É só prestar atenção. Acordar cedo e olhar o nascer do dia também pode trazer alegria, paz, uma sensação de liberdade. Não sei explicar bem, mas é algo bom. Bem, é o que eu sinto. Quando praticava montanhismo, o mais difícil não era a subida cansativa até o cume, era abandonar a paisagem. Montanhas... Montanhas, eu preciso voltar a visitá-las. A natureza renova a alma. Talvez toda essa tecnologia esteja me afastando de tudo, principalmente de mim mesmo. Será que estou perdendo minha identidade?! Acho que estou! Sentir o vento, andar na chuva, pisar no barro, terra molhada, fazer um avião de papel... Simplicida...