O QUE UMA CORRIDA CURTA NOS ENSINA.

 No fim de semana corri uma prova de 5K com a equipe, como preparação para a Backyard Ultra que vai acontecer no dia 1º de maio, em Itupeva.

A prova foi a 5ª edição da Pé no Chão Running, realizada em Mogi das Cruzes.

Fazia um tempo que eu não corria uma prova curta nesse ritmo mais forte. Fui com o objetivo de tentar pódio na categoria (30–39) e, dentro do cenário, foi um bom resultado.

A prova tinha 5,64 km e terminei na casa dos 22 minutos, ficando em 8º na categoria.

Apesar de eu gostar mais das provas longas, essas provas curtas têm um ponto que eu acho muito legal: você vê muita gente começando.

Tinham três pessoas do time fazendo prova pela primeira vez. E é nítido o quanto isso impacta. Cruzar a linha de chegada, completar a prova, entender que conseguiu — isso muda a forma como a pessoa se enxerga.

Ao mesmo tempo, pra quem já está treinando há mais tempo, esse tipo de prova também ensina.

Mesmo sendo uma distância menor, a exigência é alta. Você precisa sustentar um ritmo forte do começo ao fim e, em pouco tempo, a mente já começa a querer aliviar.

É aquele pensamento clássico:
“Vou diminuir um pouco”
“Depois eu acelero de novo”

E é aí que entra o controle.

Independente da distância, seja 5 km ou uma ultramaratona, a mente sempre participa do processo.

A diferença é só como isso aparece: na prova curta vem mais rápido, na longa vem mais acumulado.

Essa prova também serviu como parte da preparação para a Backyard. Eu vinha fazendo treinos mais curtos nesse período, então ajudou a ajustar o ritmo e testar o corpo.

Agora é mudar o foco de novo e voltar para as provas longas.


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